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Sendim

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No quarto troço, partindo de Sendim, irá contemplar a barragem da Bemposta e as margens abruptas do rio Douro, conhecer testemunhos ancestrais, como o castro de Vilarinho dos Galegos, culminando na bonita vila de Mogadouro.

É a freguesia mais a sul do município, com 38 km² de área. Tanto a estrada N 221 como o IC-5 ligam Sendim à vila de Mogadouro (cerca de 28 km) e à cidade de Miranda do Douro (cerca de 23 km).

Além do estatuto de Vila, Sendim impõe-se como um importante aglomerado urbano do concelho de Miranda do Douro. Está inserida na zona do Parque Natural do Douro Internacional, uma zona rica em fauna e flora. É uma vila situada a poucos quilómetros do rio Douro, e que como tal se identifica com as arribas, sendo mesmo denominada a "Capital das Arribas".

Orago: S. Pedro

Primeira referência histórica: Inquirição de D. Afonso III, de 1258.

Outros locais de interesse: As Arribas do Douro, pode-se encontrar junto ao rio um cais fluvial, as Rotas dos castros (Santiago) na estrada N221; os Pisões (Douro) e o “Carril Mourisco”. Ermitério “Os Santos” (Imóvel de Interesse Público - Portaria n.º 443/2006, DR, II Série, n.º 49, de 9-03-2006), abrigo, talhado em monólito granítico de grandes dimensões, virado a sul e este, ostentando, nas faces e na cobertura pinturas murais sobre reboco, divididas em painéis, definidos por moldura pintada de preto.

Feiras: Feira dos Gorazes (30 de Outubro), Feira dos Saberes e Sabores Sendineses (Páscoa).

PATRIMÓNIO EDIFICADO

Igreja Matriz de Sendim com um retábulo das almas do Séc. XIV;
Capela N. Srª dos Remédios;
Capela de São Paulo;
Capela de São Sebastião;
Capela do Senhor da Boa Morte (Séc. XVIII);
Ermitério Os Santos;
Cruzeiros;
Fonte do Lugar;
Estação de caminho-de-ferro.

ENQUADRAMENTO

Elevada a vila em 1989, é parte integrante da área em que se fala o “mirandês”, na sua variedade “sendinês”. São características de Sendim o seu dialeto, Sendinês, que de certa forma é uma variação do Mirandês; hoje considerada a segunda língua de Portugal. Sendim pertence ao planalto Mirandês em Trás-os-Montes.

Os estudos toponímicos mais recentes estabelecem duas etimologias prováveis para o topónimo Sendim: uma tem origem antroponímica do nome próprio medieval “Sendinus” e a outra tem origem na palavra goda “sinth-s” que significa caminho. Neste caso Sendim assume o seu topónimo enquanto localidade que nasceu junto ao caminho que bifurcava da estrada romana ou “Carril Mourisco” e o ligava ao Sul e Espanha. No termo de Sendim foi feito o achado arqueológico mais antigo do Planalto (Paleolítico Superior - antes do X milénio a.C.), tratando-se de algumas peças líticas talhadas em sílex, encontradas a norte da Capela de San Paulo. Estão também documentados vários povoados castrejos (Uolgas, Santos, Fragosa, Picon de ls Arteiros e San Paulo) e os povoados romanizados de Trambas Carreiras e San Paulo. A 1ª referência escrita de Sendim é de 1258 nas Inquirições de D. Afonso III. Nova referência em 1291, em acordo feito entre D. Dinis e D. Fernão Peres, a propósito da comenda de Algoso em que o rei pedira à Ordem de Malta aldeias da ordem, entre as quais Sindym.

Sendim desenvolve-se num planalto suavemente talhado por linhas de água, que contrastam com o vale encaixado e escarpado do rio Douro onde desaguam, a sul do aglomerado.

A Vila de Sendim é ladeada de explorações agrícolas, dominadas por culturas de sequeiro (cereal), interrompidas por lameiros, olival, vinha e culturas de regadio (milho e batata), que conferem à paisagem uma variação cromática geográfica e sazonal. Junto ao aglomerado, desenvolvem-se pequenos quintais com culturas de hortícolas em pequenos talhões. Ao longo das linhas de água, serpenteiam lameiros ladeados por vegetação ripícola (freixo, amieiro e salgueiro).

Em Sendim, marca igualmente presença a cultura da vinha, a qual se faz em terraços voltados para a Espanha, e que descem para o Douro. Esta cultura é caracterizada por uma forte aposta na utilização de técnicas agroambientais, das quais se destaca a utilização de seixos brancos, retirados das várias cascalheiras naturais da região, e que apresentam várias vantagens no combate às formigas. Face a esta aposta, foi possível à Cooperativa Agrícola Ribadouro (CAR), em Sendim, lançar o primeiro vinho biológico da Região Vinícola de Trás-os-Montes.

O aglomerado assenta a sua estrutura numa sobreposição e justa posição de malhas, a que correspondem diferentes fases de crescimento. Uma encruzilhada de caminhos articula-se junto da Igreja Matriz, na envolvente da qual uma malha orgânica apoia a ocupação densa do núcleo primitivo, que se mantém em razoável estado de conservação. O sucessivo crescimento do aglomerado, longe dos eixos de penetração e ocupação das áreas intersticiais, foi criando uma malha concêntrica envolvendo o núcleo primitivo. As expansões mais recentes, no quadrante noroeste apoiando-se nas vias pré-existentes, criam uma malha reticulada por justa posição às pré-existentes. Para poente e noroeste do aglomerado, o crescimento tem uma tendência de ocupação dispersa de habitação unifamiliar isolada. A N 221, no seu atravessamento a noroeste da área consolidada, assume o carácter de um arruamento urbano com o tratamento adequado ao tipo de serviço que tem de servir. Ao longo deste canal, tem-se concentrado muito comércio e algum equipamento, continuando o largo da igreja a assumir o seu papel de centro urbano principal.

O núcleo primitivo, com especial referência a poente da igreja, apesar de algumas intervenções de recuperação nem sempre seguindo os critérios mais adequados, mantém as características originais da sua malha, de ruas estreitas, de planos marginais compactos, que sustenta uma leitura coerente, mas nem sempre homogénea. No núcleo primitivo, subsistem ainda muitos edifícios de uso rural e exemplares quinhentistas. As construções tradicionais são, em regra, de granito nas alvenarias e vãos, podendo aquelas ser caiadas.

Morada

Sendim, Miranda do Douro

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