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Mogadouro

Mogadouro situa-se na parte mais meridional da Terra Fria Transmontana, ocupando o prolongamento, para sul, do planalto mirandês. Em toda a faixa próxima do Douro dominam os granitos, alternando com algumas manchas de xistos e grauvaques. No restante território do concelho, já dominado por xistos e grauvaques, sobressaem afloramentos quartzíticos que, no seu conjunto, constituem as chamadas Serras de Mogadouro. Os solos, as características do clima e a atividade humana, assente na criação de gado e na policultura, com destaque para as culturas cerealíferas, atribuem à paisagem um manto de belíssimas colorações, que se modificam com as estações do ano.

O povoamento é antigo e recua aos tempos pré-históricos, estando documentado desde o IV milénio a.C.. A comprovar a sua antiga ocupação estão os povoados do Barrocal Alto e do Cunho, os monumentos megalíticos de Pena Mosqueira, Sanhoane, Barreiro e Modorra, a arte rupestre da Fraga da Letra em Penas Roias e outros achados dispersos, reunidos na Sala Museu de Arqueologia da Vila.

Testemunhos de épocas mais conturbadas são os sistemas defensivos da linha do Douro, no rio Sabor ou no Angueira, constituídos por pequenos castros fortificados com indícios de ocupação da Idade do Bronze, da Idade do Ferro ou da época romana.

Entretanto, a ocupação romana produziu alterações significativas na paisagem e na organização social e administrativa. Arrotearam os campos para o cultivo extensivo de cereais, fixaram-se em estruturas rurais organizadas, as villae, reforçaram estruturas já existentes, como deverá ter sido o caso dos castelos de Mogadouro e de Penas Roias, e romperam estradas que possibilitaram a ligação de Mogadouro a Asturica Augusta, atual Astorga, capital da Hispania Citerior a que pertenceria, então, o território do atual concelho de Mogadouro.