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Ana Vieira Uma Antologia

Datas
11 Nov 2017 a 25 Fev 2018
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Slideshow
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Na obra de Ana Vieira (Coimbra, 1940 - Lisboa, 2016), uma das mais fascinantes e multifacetadas artistas da sua geração, a casa, lugar de projeção de tensões e conflitos, de emoções e desejos, é, em grande medida, o elemento integrador do pensamento e um campo infinito de evocações e significados.
É a partir dela, dos seus ambientes e dos seus objetos, que a artista veio formalizando grande parte da sua obra, criando novos contextos e novos conceitos de representação, alcançando, a partir da década de 1970, um lugar destacado na vanguarda artística portuguesa.

O seu processo criativo ficou, desde cedo, marcado pelo desvio ao suporte do quadro pintado, levando-a a transgredir divisões entre a pintura e a escultura e a combinar diferentes meios e mecanismos de expressão, adotando a instalação como prática preferencial.
Como meio de questionamento da imagem e da representação, Ana Vieira encenou a pintura e trouxe-a para o espaço, dando lugar a inesperadas construções cénicas e teatrais, ao recorte e esvaziamento de figuras, à manipulação de fotografias e objetos ou à criação de ambientes, como simulacros de inquietantes espaços domésticos e sociais.

Numa permanente cadeia de dualidades: sombra/luz, transparência/opacidade, imagem/reflexo, presença/ausência, dentro/fora, multiplicam-se e deslocam-se os campos de visão e de tensão entre o que é revelado e o que é escondido, colocando o visitante numa posição de voyeur, a quem as imagens se tornam, física e visualmente, inacessíveis.

As suas obras interrogam o ato de ver, não apenas no sentido de caminharem para a sua invisibilidade, mas exigindo uma participação ativa do olhar e do corpo do visitante, confrontando-o com os inesperados jogos de ocultação e revelação ou a ter de recorrer a mecanismos de perceção e mediação da visão.
A presente antologia vem na sequência de duas importantes retrospetivas, apresentadas em 2011, no CAM - Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e, em 1998, no Museu de Serralves, no Porto, e reúne uma significativa genealogia de obras, provenientes do acervo da artista e de diversas coleções públicas e privadas, representativas de cinquenta anos da sua singular carreira artística.

Curadoria: Jorge da Costa
Produção: Município de Bragança / Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
Colaboração: Acervo da Artista, Museu Coleção Berardo, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Portugal Telecom, Galeria Graça Brandão, Coleção Norlinda e José Lima, Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea.

Morada

Bragança

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